Tomate

O tomate é o fruto da planta Lycopersicon Lycopersicum, membro da família Solanacea, típica dos climas temperados.

Em 2011, a produção de tomate, a nível mundial foi de 159 347 000 toneladas. Grande parte da produção de tomate acontece no Continente Asiático, sendo a China o maior produtor do mundo, como uma produção de 48 450 000 toneladas, no ano de 2011.

Em 2016, a produção de tomate em Portugal correspondeu a 1 693 860 toneladas. Sendo as áreas mais representativas, o Oeste, o Algarve e o Grande Porto, produzindo-se vários tipos de tomate como o Alongado, Cacho, Cereja, Redondo e Sulcado.

O tomate é considerado um fruto carnudo do tipo baga. A forma externa do fruto é globular achatada, mas a forma depende da variedade do tomate. O fruto imaturo é de cor verde e quando maduro pode ter várias cores, sendo a mais comum a cor vermelha.

O tomate é rico em antioxidantes, como o licopeno, betacaroteno, em vitaminas C e E, selénio, luteína e polifenóis, principalmente flavenóides. Apresenta um baixo teor calórico, baixos níveis de gordura, de proteína e hidratos de carbono.

Para o tomate produzido em regime de ar livre, a campanha de produção-comercialização decorre de meados de Junho a Setembro no Oeste e a Outubro no Algarve, enquanto a campanha do tomate de estufa efetua-se durante todo o ano.

Uma forma de conservação do tomate é proceder ao processo de secagem. Este processo tem como objetivo remover a água presente no produto, para diminuir ou inibir a atividade microbiana e enzimática que de outra forma iria produzir danos nos alimentos, que se consegue através da redução da atividade da água (aw) a um nível que aumente a sua estabilidade e que permita o armazenamento seguro durante um período prolongado. Uma outra vantagem dos produtos desidratados são os seus requisitos de embalagem minimizados e menores custos de transporte, como resultado da redução de peso.

Vários métodos são atualmente usados na secagem de produtos alimentares e em particular nas frutas, dependendo do meio utilizado. De entre eles, destacam-se a secagem solar (tradicional ou com secadores solares), secagem a ar quente, a ar desumidificado, secagem por liofilização, por micro-ondas e por contacto direto. Estes equipamentos têm como objetivo promover a transferência de calor e massa no seio do produto de modo que não promovam apenas a diminuição do teor de água, com o consequente aumento da estabilidade do produto, mas também exerçam influência na sua textura, viscosidade, aroma, cor, gosto e sabor. Esta influência tem a ver com o modo como é retirada a água do produto e do tempo e velocidade de secagem. A secagem solar e a secagem por ar quente exercem uma maior influência nas características finais dos produtos, devido ao longo tempo de secagem em temperaturas médias ou elevadas at Guaranteed loans.

Atualmente, na indústria alimentar assiste-se a um forte interesse pelo fabrico de novos produtos e simultaneamente uma enorme preocupação com os custos com a energia, visto ser uma parcela relevante nas suas despesas de funcionamento.