Batata Doce

A batata-doce (Ipomoea batatas L.) é originária das Américas Central e do Sul. É uma dicotiledónea da família Convolvulaceae que apresenta uma consistência herbácea e, embora seja perene, é cultivada como anual. A batata-doce é considerada uma das doze culturas mais importantes do mundo, sendo produzida em diversos países. Esta espécie tem como características a rusticidade, é de fácil cultivo, tem um ciclo vegetativo curto e uma grande capacidade de adaptação a diferentes condições edafoclimáticas. É uma planta perene, porém cultivada como anual. É uma cultura rústica, pois tem uma grande resistência reflective essay writing service critical analysis essay examples a pragas, pouca resposta à aplicação de fertilizantes, e cresce em solos pobres e degradados.

A batata-doce Ipomoea batatas (L.) é uma raiz que possui elevado teor nutritivo, alta concentração de hidratos de Carbono, sais minerais, açúcares e vitaminas A, C e as do complexo B, podendo esta composição variar com a cultivar, condições climáticas, época de colheita, tratos culturais, condições e duração de armazenamento.

Em 2008, o maior produtor de batata-doce foi a China, com uma produção de 21,3 toneladas por hectare de raízes.

Em Portugal, a maior produção de batata-doce é na zona de Aljezur, onde existe uma Associação de Produtores de batata-doce. Segundo esta associação a produtividade média é de 18 toneladas por hectare.

A batata-doce é um produto não perecível, podendo ser conservado em fresco durante um ano, mas recorrendo ao processo de desidratação é uma boa maneira de aumentar o tempo de conservação.

Este processo tem como objetivo remover a água presente no produto, para diminuir ou inibir a atividade microbiana e enzimática que de outra forma iria produzir danos nos alimentos, que se consegue através da redução da atividade da água (aw) a um nível que aumente a sua estabilidade e que permita o armazenamento seguro durante um período prolongado. Uma outra vantagem dos produtos desidratados são os seus requisitos de embalagem minimizados e menores custos de transporte, como resultado da redução de peso.

Vários métodos são atualmente usados na secagem de produtos alimentares e em particular nas frutas, dependendo do meio utilizado. De entre eles, destacam-se a secagem solar (tradicional ou com secadores solares), secagem a ar quente, a ar desumidificado, secagem por liofilização, por micro-ondas e por contacto direto. Estes equipamentos têm como objetivo promover a transferência de calor e massa no seio do produto de modo que não promovam apenas a diminuição do teor de água, com o consequente aumento da estabilidade do produto, mas também exerçam influência na sua textura, viscosidade, aroma, cor, gosto e sabor. Esta influência tem a ver com o modo como é retirada a água do produto e do tempo e velocidade de secagem. A secagem solar e a secagem por ar quente exercem uma maior influência nas características finais dos produtos, devido ao longo tempo de secagem em temperaturas médias ou elevadas.

Atualmente, na indústria alimentar assiste-se a um forte interesse pelo fabrico de novos produtos e simultaneamente uma enorme preocupação com os custos com a energia, visto ser uma parcela relevante nas suas despesas de funcionamento.